domingo, 20 de dezembro de 2009

Sou uma borboleta..uma borboleta bombom :0)


εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...

"Quando me faço Borboleta, saio por aí.
Vejo coisas, sinto os cheiros, experimento..
E,nestas experiências,quase
sempre saio com as asas queimadas.
Mas, quem liga pra isto?
Há tanto pra ver, sentir, aprender...
Sou curiosa: gosto de alargar meus horizontes!
E, nestas ocasiões, sinto que o mundo é meu.
Descubro alegrias que pensava esquecidas.
E nisto está minha esperança.
Esperança de que valeu a pena viver!!
Encontro iguais e diferentes.
No começo rejeito os diferentes, pois tenho medo do desconhecido.
Mas depois descubro lindas coisas neles e me regalo...
Com os iguais também vejo defeitos, mas, quem sabe assim, conserto os meus...
Adoro ser Borboleta!
De aparência frágil, mas na realidade uma fortaleza.
E lembre-se: naum me prenda que eu fujo...
Naum me imponha regras, pois eu naum as cumpro....
Me deixes livre, pois assim me terás por toda vida"....

εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...εїз...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Adoreeeeeei :0)

Eu acho lindo e sexy homens com bonecas rsrs,por isso eu pirei quando ví essa foto aqui pela net afora..a historia da foto eu nem dei muita importancia rs,quando eu achar de novo postarei aqui.Mas essa foto reúne 3 coisas que adoro..fotografia,dolls e homens rsrs.Linda foto!!!

Meu casal Bella e Edward

Apesar de nao ter gostado muito dos livros e dos filmes da saga twillight,eu confesso que adorei a Barbie Bella rs,e por isso fui logo atras da minha pois a demanda por este casal está sendo absurdamente grande.Achei que a Barbie de Bella ficou graciosa..simples,porem graciosa.Já o Ken de Edward deixou a desejar rsrs,achei brega e ridiculo o tanto de brilho que colocaram no boneco..talvez quiseram seguir a risca todo o blá blá blá do filme rs.Ele ficou estranho,mas eu queria muito o casal juntinho e por isso comprei os dois :0)


Emma





Como têm uns dias que já nao dou as caras por aqui,eu ainda nem postei fotos da Emma..a minha nova Reborn feita,claro,pela minha miguxa Flávia Nóbrega.Emma nao é tao nova assim rs,lembram do Bento?Entao..Bento agora virou Emma rs,uma linda galêguinha.Espero que vcs gostem dela tanto quanto eu gostei :0)

domingo, 8 de novembro de 2009

Melissa Barbie




Que eu sempre fui louca por Melissas,isso quase todo mundo que convive comigo sabe rs..sou louca por essas sandalias de plástico desde que me entendo por gente e já tive e tenho das mais diversas.Agora morando aqui fica mais dificil consegui-las,mas pirei na nova Melissa inspirada nos 50 anos da Barbie,elas sao lindaaaaaas,e é claro que darei um jeitinho de alguêm me mandar umazinha lá do Brasil,né rs?Quero a pretinha de salto alto e com a fotinha da Barbie na frente rsrs,enjoei um pouquinho de tanto sapato rosa.Elas nao sao show? :0)

Fashionistas





Saí ontem pra ir somente na padaria,e ao inves de voltar pra casa com os paes somente,eu acabei voltando tambem com duas Fashionistas a tira colo rsrs.Nao resistí e comprei a Glam e a Sassy;confesso que as Fashionistas nao fazem o meu tipo de Barbie,porem amo os fashions moderninhos e estilosos tanto das Fashionistas,como das FF e das Myscene tambem.Amei a roupinha delas e acabei comprando mais por causa disso rs..nao sou muito chegada em corpo pivotal nao,mas gostei muito dessas dolls.Amei e vou comprar esta semana mais duas da mesma colecao..a Artsy e a Cutie,que achei um mimo :0)

Kimora e Disco Diva..finalmente!!!


Comprei...finalmente comprei a minha sonhada Kimora.É,eu sei,eu sei..ela é um nojo e é esnobe.Tá..Mas quem com a grana,fama e altura dela,nao seria rs?Confesso que apesar de ter amado a doll eu achei que o rosto deixou a desejar..o fashion dela é maravilhoso,porem o rosto apesar de exótico eu achei apenas"bonitinho"..simples demais para representar a estonteante beleza da Kimora.Mas amei mesmo assim rs,amei,amei,amei :0).
Comprei a Disco Diva tambem e achei a caixa o maior barato rs,eu nao sabia que o stand dela era musical e tocava um hit dos anos 70 rsrs,achei o maior barato e super original.A doll em sí é mega fofa e nao sei porque bulhufas toda vez que olho pra ela me lembro da Elza Soares rs.Eu sei...a doll é zilhoes de vezes mais bonita rs,mas seilá...talvez seja o black power maravilhoso dela,nao sei.Acho as duas parecidas e pronto..e confesso que adoro a Elza Soares tambem rs.Amei as minhas mais novas magrelas e mês que vêm é a vez da Hard Rock(negra)e da Daria virem aqui pra casa.Se Deus quiser aqui a minha colecao vai entrar nos trilhos de novo rsrs...sinto uma falta do c..das minhas dolls que ficaram...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009



Daqui pra frente colocarei aqui no blog as musicas que estao bombamdo por aqui..mudarei uma vez por mes.Essa que vcs estao ouvindo agora,esta tocando horrores pras bandas de ca rsrs..durmo e acordo e essa musica esta tocando no radio,no carro,nas festinhas.E parece chiclete,quando gruda nao sai mais...vivo cantarolando essa musica dentro de casa rsrs.

Fui people!!!

Oprah e tv a Cabo


Sem sombra de duvida oque mais estou sentindo falta de tudo oque ficou para tras e com certeza a minha amada e adorada tv a cabo e todos os prazeres que ela me proporcionava rsrs,pode parecer loucura para alguns,mas tv pra mim e tudo,nao vivo sem tv e meus programas favoritos.Ja tinha tv a cabo a 11 anos e desde que vim pra ca estou sem...snif snif...parece que estou fora de orbta,que estou em outro planeta.Sempre detestei novelas ou emissoras locais,nunca nem fiz muita questao de assistir...mas a tal da tv a cabo...eta vicio bom rsrs.To sentindo uma falta absurda,parece ate que estou emburrecendo aqui durante esses dias,os canais daqui alem de para mim serem chatos eu ainda fico boiando quando tento assistir alguma coisa,pois nao entendo nadaaaaaaaaa do que eles falam.Mas de tudo oque eu assistia na minha amada tv la no brasil oque mais sinto falta e que pra falar a verdade chega a doer,e ficar sem assistir ao programa da minha idolatrada salve salve Oprah Winfrey...afff,essa ta doendo.ate hoje nao achei ninguem que gostasse ou fosse tao fa dela quanto eu rsrs,eu aaaaaaaamo a Oprah e ate as reprises dos programas dela eu assistia.Tento acompanhar ela pelo twitter e pelo site dela,mas nao e a mesma coisa...quero assistir aos programas,snif.Estou quase deixando meu marido doido de tanto faze lo procurar pra mim um satelite que possa pegar o programa da Oprah aqui rsrs,e se a gente conseguir isso minha longa estadia aqui na terra do chucrute sera bem mais feliz com certeza.Nao vivo sem a Oprah...de verdade.Alias,este vestido dela na foto...semana passada quando fui comprar a Tarina com a colecionadora aqui,eu cheguei a ver a Barbie Oprah com este vestido...pirei,claro rs,porem a minha vontade de ter a Tarina era tanta que deixei pra comprar a Oprah na semana que vem junto com a Kimora...que tambem era outra que eu adorava assistir aos programas dela.Mas amor incondcional mesmo eu so tenho pela Oprah...minha diva absoluta Oprah.Tomara que minha miguxa flavinha consiga gravar os programas la e mandar aqui pra mim rsrs.
Beijinho a todos!!!

Tarina tarantino








Finalmente depois de namorar por taaaaaaaaanto tempo a Tarina pelos Ebays da vida,eu finalmente consegui compra la semana passada com uma colecionadora aqui da Alemanha.Estou mega feliz.Se paguei mais barato do que se tivesse comprado no ebay americano isso eu nao sei,pois nao sei se eu teria que pagar taxas altas como no Brasil e nem sei por quanto ficaria o frete.Mas isso pra mim e oque menos importa no momento rsrs,o importante e que estou megaultrahiper feliz com a minha Tarina Tarantino.E maravilhoso depois de tanto tempo conseguir comprar algo que almejamos e sonhamos por tanto tempo...
Aqui vai algumas fotinhas que tirei dela hoje.Enjoy it!!!

Meus primeiros dias aqui na Alemanha


Queria contar um pouco sobre a vida na alemanha como e de verdade...quando morava no brasil percebi muitas diferencas no dia-a-dia, de vez em quando eram pequenas ou triviais, ate engracadas, mas sempre me faziam pensar....queria saber o que aqueles que conhecem os dois paises ja notavam,e tambem acho que para aqueles que nao conhecem a alemanha falar um pouco do pais onde estou vivendo atualmente pode ajudar a formar uma imagem da alemanha que tem mais a ver com a realidade....
O tempo
Vou comecar com o preconceito de que a Alemanha e fria...comparado com manaus ou amazonas por exemplo,ate e frio, mas nem sempre esta nevando aqui rs,no inverno tem ate -10°C ou -15°C durante as noites, q ainda sao -5°C ou 0°C durante os dias, mas ja faz um bom tempo nao temos weiße Weihnachten ("natal branco").Normalmente o janeiro e fevereiro sao os melhores meses pra esquiar e mesmo assim temos que viajar pra poder esquiar,no verao faz pelo menos 25 °C, em muitas regioes 30 ou mais °C.E 'e possivel nadar no mar sim!!!!rsrsrs.Vcs nao acreditam quantas pessoas ja ficaram surpresas quando eu conto que na Alemanha tem costa rsrs, tem sorvete, mini saia e churrasco nos parques rsrs.
Descalco no carpete
Entao... aqui muitas casas tem carpete,ou pelo menos os quartos das criancas ou os dormitorios tem...por causa do frio.Agora esta comecando a se usar uns carpetes tipo madeira,que alem de serem bem mais bonitos e modernos,sao tambem bem mais faceis de limpar e nao causam alergias.Eu nao gosto de carpete e acho super anti higienico,nao me pergunte o porque rsrs...e todos tem o costume de tirar os sapatos na porta antes de entrar pra nao sujar a casa.... uhaahahaha.Vcs acreditam que ate deixamos os sapatos no vestibulo?!?!!?!!!
Como dormimos
Sei que assim talvez seja um pouquinho quente demais no brasil, mas vcs nao podem imaginar que bom e dormir embaixo disso rs,ou poder ficar na cama num domingo de manha rsrs













www.ikea.de
Ikea e uma loja de moveis que vem da suecia, mas agora tem em todas as cidades aqui da Alemanha.La os moveis sao baratinhos e normalmente vc pode levar-los logo pra casa onde vc mesmo os monta.Todos (e isso nao e mentira) estudantes que eu conheco tem mobiliario da ikea e nos mais comuns ate sabemos os nomes que sao realmente estranhos!!!Sao baratos,nada praticos para montar,porem o precinho compensa tudo rs.Ikea e mais ou menos como os moveis baratinhos e chinfrins das casas bahia por exemplo rsrs...tem vida curta rs.
Padarias
A quantidade de padarias aqui na alemanha e enorme.Aqui mesmo onde vivo tem varias e inclusive a minha sogra e a padeira local rsrs,eles comem paes com tudo e em quase tudo rs.Eu particularmente nao gosto muito dos paes aqui nao...eles sao durissimos na maioria das vezes,o risco de quebrar os dentes ou soltar a dentadura e bem grande rsrs.Eu adoro,prefiro e fico somente nos croassaints,que sao deliciosos.Hummmmmmmm
Banheiros
Uma coisa interessante que acho aqui na europa são os VASOS SANITÁRIOS. Incríveis.O cocô fica depositado numa plataforma para serem analisados e só então escorrem latrina abaixo, me deixam impressionada a relação dos alemães com seus dejetos rsrs.Sem contar com a água da pia que escorre no sentido contrário. Isso é fascinante rs...
E como estamos falando de banheiro e afins rs...como ja falamos do banheiro
no brasil eu vi muitas casas nos quais cada quarto tem o proprio banheiro ou apenas uma suite,certo?Aqui na Alemanha nao tem isso...se uma familia de 4 ou5 pessoas tiver 2 banheiros numa casa, ja e muito rs..e geralmente,mas nao e regra,claro,tem o banheiro somente com o vaso e um outro somente com a pia rsrs,estranho isso,porem acho legal e mais higienico.Mas tirando o proximo preconceito que eu ouvi no brasil: tomamos banho sim rsrs,ate todo dia rs,so que nao tomamos 2 ou 3 banhos por dia, porque nao se transpira tanto.
Os jovens
Os jovens alemaes saem da casa dos pais muito mais cedo do que os brasileiros...em geral aqui se vive sozinho a partir dos 16 ou 18 anos de idade (depois de acabar a escola entao...),mas mesmo quem vive na casa dos pais, nao vai pro motel em... certas horas rsrs,a pergunta"Zu dir oder zu mir?" (pra sua casa ou pra minha?) e muito, mas muito comum mesmo e a maioria dos pais aceita que os amigos ou namorados dos filhos ou filhas durmem na casa deles.Acho que isso pra eles e muito mais natural aqui do que para alguns pais no brasil rsrs,eu mesma por exemplo nunca pude nem sonhar em perguntar aos meus pais se eu podia ou nao levar namorado para dormir la em casa rsrsrs...

Clubes
Provavelmente todo alemao faz parte de algum clube rsrs...na alemanha tem "Verein" de tudo- esporte (Fußbal,, Handball, Basketball, Schwimmen, Rudern, Kanu, Tanzen, Kampfsport,...)- salvar animais (Tierschutzverein)- matar animais (Schützenverein)e nao sei o que mais.... de tudo mesmo,eu acho rsrs...
Escola
Entramos com 6 anos de idade na escola...dai tem 4 anos de escola primaria,e depois mais 6, 8 ou 9 anos de ensino superior.Quem faz 8 ou 9 anos (depende do estado) pode entrar na faculdade depois de fazer os examens finais (ABITUR).Na maioria das universidades nao tem vestibular. se for limitado e pelo N.C. (numerus clausus),isso quer dizer que so entra quem tem a melhor media no Abitur,isso e por exemplo pra fazer medicina, direito, psicologia, ...as notas vao de 1 a 6 (1 e o melhor, 6 o pior),ou a partir do 11o ano da escola de 0 pontos a 15 pontos (15 e o melhor).Pra entrar numa faculdade de medicina por exemplo se precisa uma media de mais ou menos 1,5,quer dizer que as notas dos 2 ultimos anos da escola, junto com as provas finais tem que fazer uma media que e 1,5 ou melhor.Por isso tem bastante gente que quer estudar medicina, mas nao pode.Oque eu percebi de diferenca entre as ecolas sao as salas...assim era antigamente na alemanha:






















agora e mais ou menos assim...essa ja e bem novinha e limpa rs

















e nas universidades e assim mesmo...

















Küchensitzecke
Küchensitzeckevcs conhecem isso do brasil?


Algumas pessoas consideram isso muito feio e velho, mas acho que e uma das coisas tipicas da alemanha rsrs,eu adoro e acho bonitinho rs... eu ja vi tantas em casas alemas...e nas piores cores rsrs.




















Mais curiosidades do pais do chucrute...
Alemaes adoram soar o nariz...chega a ser nojento e engracado tambem,pois eles fazem isso tao alto e em qualquer lugar que parecem ate que estao tocando trompete.
Eles acham hilario os nossos nomes compridos rsrs...aqui e sempre o nome da pessoa e somente um sobre nome,mas claro,isso nao e regra.
Por causa das estradas serem planas e sem nenhum buraco,eles adoram correr de carro,Deus do ceu..as vezes me sinto como se estivesse numa pista de formula um.
Eles nao ligam muito para a aparencia nao,isso e coisa de nos brasileiros rs,estou cansada de ir nos mercados aqui e ver mulheres saindo de seus carros usando pijama como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.E ninguerm nem olha rsrs.Ja vi a secretaria do pediatra dos meus filhos de chinelo e meia com calca de pijama trabalhando em pleno consultorio rsrs,e isso estava tudo bem pra ela rs...ninguem olhava...so eu,claro rs.
Alemao adora batata,alias,tudo aqui parece que leva a tal da batata,por isso chamamos de "batatalandia"...pao e beber...o dia que eu voltar para o brasil voltarei gorda que nem uma leitoa rsrs.Lavar vazilhas aqui e hilario rsrs...primeiro,so se lava com agua quente...dai tu coloca agua quenterrima dentro da pia,tampa,e joga as vasilhas ali dentro com um pouquinho de detergente.E com aquele tiquinho de agua vc lava as vasilhas,porem nao escorre,enxagua nem nada...mergulha na agua e como sair saiu rsrs.Dai seca e guarda.Dizendo minha doce sogra que e porque agua e muito cara aqui.Sei...
Alemaes sao peidoes...aff,parece que estao fazendo lavagem de colon so pode...peidam em qualquer lugar e onde bem entenderem,e fazem cara de paisagem como se isso fosse a coisa mais natureba do mundo.Bom,talvez ate seja...mas e nojento.Credooooooo!!!
Bom,outra hora volto aqui pra falar um pouquinho mais das diferencas entre meu adorado Brasil e a gelida Alemanha.E desculpem a falta de acentos...ainda nao aprendi a usar este teclado alemao rsrs.Beijinhos people!!!

sábado, 5 de setembro de 2009

E viva a reciprocidade

Alguem viu a polemica que a americana Sarah Lacy criou em seu Blog rs?Pois é oque eu sempre digo..."pimenta nos olhos dos outros é refresco...mas no nosso arde rs".Não fazia ideia que esse lance de conseguir visto para o Brasil estivesse tão dificil assim,mas acho que se alguns países como U.S.A dificultam tanto a nossa entrada lá acho mais que certo eles serem barrados aqui tambem.Bem feito.Quanto a essa Sarah eu a achei bem babaca tambêm,bem feitooooooo.Lêiam a materia que vcs entenderam um pouquinho mais,a polemica esta sendo tanta que até pelo Twitter a fora estão discutindo sobre o assunto.O povo tambem adoooooooora um bafafá rs.E viva a reciprocidade!!!;0)

http://www.techcrunch.com/2009/09/03/why-techcrunch-is-not-coming-to-brazil-after-all/

http://sarahlacy.typepad.com/sarahlacy/archives.html...este é o blog da causadora da discordia rsrs

domingo, 30 de agosto de 2009

Mulher brasileira e mulher alemã

Alguêm postou esse texto na comunidade da qual faço parte de brasileiras residentes na Alemanha e eu achei interessantissimo o ponto de vista da autora sobre as diferenças entre as brasileiras e as alemãs,pois é a mais pura verdade.Decidi então,apesar da materia não ter nada a ver com o conteúdo do Blog,pegar a entrevista e colocar aqui para compartilhar com vcs,espero que assim como eu vcs tambem apreciem ;0).

MULHER Brasileira

"A Brasileira Se Sente Infeliz"
[A antropóloga Mirian Goldenberg detecta entre as mulheres de classe média um discurso de vitimização que não leva em conta suas conquistas - além de alimentar uma fantasia infantil sobre o homem provedor.Por: Eugênio Esber Redação de AMANHÃApesar da cordialidade e da entonação suave, a santista naturalizada carioca Mirian Goldenberg não foge da briga. Nem mesmo com quem acha que seu estilo não tem tanto a ver com os cânones acadêmicos. Ex-militante de esquerda nos anos 70, Mirian dirigiu sua verve crítica para as pesquisas sobre a cabeça da mulher brasileira, encarando temas como infidelidade com uma linguagem despojada para os padrões de uma doutora em Antropologia Social pela UFRJ.A habilidade para se comunicar com um público heterogêneo faz de Mirian uma das estrelas do circuito de palestrantes - além, é claro, de uma bibliografia que inclui títulos instigantes como A Outra, Nu e Vestido, De perto Ninguém É Normal, Toda Mulher é meio Leila Diniz, Infiel: Notas de uma Antropóloga e O Corpo como Capital.Nesta entrevista a AMANHÃ, Mirian traça um paralelo intrigante entre brasileiras e alemãs, pesquisa que põe em cheque alguns valores das mulheres do lado de cá do oceano. Não deixe de conferir, agora, trechos da entrevista que não foram publicados na edição 253 de AMANHÃ - inclusive sobre a dificuldade que a brasileira tem de envelhecer, tema do seu livro Coroas].

As brasileiras estão voltando para casa?
Não acho que elas estão voltando para casa. O que está acontecendo no Brasil e em países como os Estados Unidos é que muitas mulheres estão voltando para cuidar da casa quando seus maridos ganham muito bem - o suficiente para os dois viverem tranquilamente. A mulher brasileira, diferentemente da mulher europeia, não abriu mão do seu papel de esposa e de mãe. Ela quer casar, ter filhos, constituir uma família, papel que na Europa muitas mulheres não desejam mais. Na Alemanha, por exemplo, 50% das mulheres não querem ter filhos. Elas investem muito no trabalho. Aqui, no Brasil, as mulheres querem conciliar o trabalho com a posição de mãe e esposa, o que é uma coisa muito complicada. A dificuldade de conciliar esses dois fatores tem deixado as mulheres brasileiras um tanto frustradas, tanto como profissionais quanto como esposas, mães e donas de casa.

A brasileira se impôs o desafio de ser uma supermulher?
A brasileira não faz o mesmo tipo de escolha de uma europeia. A alemã decide que ou fará isso ou fará aquilo. É algo como "ou eu vou ser mãe e criar meus filhos" ou "eu vou investir tudo na carreira". A brasileira, não. Ela quer isso e aquilo. A consequência é uma insatisfação feminina muito grande por causa de uma dupla frustração. Afinal, no mercado de trabalho elas não têm o mesmo prestígio, remuneração e poder dos homens. E por outro lado não conseguem ser mães e esposas em tempo integral. Diante desse quadro, algumas mulheres que podem exercer essa opção têm feito a seguinte avaliação: já que eu não estou tão satisfeita assim no mercado de trabalho, eu vou optar por ser mãe e esposa em tempo integral e depois eu sigo minha carreira. Mas eu não vejo um movimento tão massivo assim nessa direção. Não a ponto de dizer que a volta para casa é uma tendência. Pode até corresponder a um desejo feminino muito forte, mas não vejo isso efetivamente acontecendo em grande escala. Porque não seria um comportamento muito aceitável.

Quem não aceitaria?
Nem os homens nem a sociedade em geral aceitam. Os homens brasileiros já não querem bancar a casa sozinhos. Acabou aquele momento em que o homem era o único provedor e a mulher podia ficar em casa cuidando dos filhos. Eles não querem mais esse tipo de relação. E a própria sociedade cobra da mulher o trabalho remunerado. Há inclusive um certo estigma pesando contra a mulher jovem que se dedica inteiramente à família. Nem mesmo as outras mulheres aprovam... Por isso eu acho que só uma minoria das mulheres vai conseguir exercer essa opção de voltar para casa. Agora, no plano do desejo, da idealização, esse sentimento é muito forte.

Em que camada social esse desejo é mais forte?
Eu trabalho com mulheres das camadas médias. Minha pesquisa é com mulheres universitárias, que já se constituíram profissionalmente, que têm uma posição no mercado e que não vão parar de trabalhar, pois a independência econômica é importante para elas. Entre elas, o desejo de ficar mais perto do marido, dos filhos, aparece, sim, nas pesquisas que tenho feito. Existe uma certa fantasia, até meio infantil, do tipo "pode ser que eu encontre um parceiro que ganhe muito bem e aí eu possa cuidar dos filhos, fazer o que eu gosto, trabalhar em coisas em que eu não ganhe tão bem mas que me satisfaçam mais". Então ainda existe entre as mulheres, aqui no Brasil, uma fantasia do homem provedor. Mas está mais no plano da fantasia do que no plano da realidade das brasileiras de hoje. Ainda que se trate de uma simples fantasia, não deixa de ser uma ruptura com um passado recente, quando as mulheres se lançaram em massa ao mercado de trabalho e se tornaram maioria em grande parte das empresas. O que eu acho que existe é um certo paradoxo. As mulheres entraram com tudo no mercado de trabalho, mas não em posições muito prestigiadas ou que lhes permitam ganham muito bem. Elas estão em posições inferiores se compararmos com os homens. Claro, existem mulheres executivas, mulheres muito bem-sucedidas. Mas são exceções. A grande maioria das mulheres está em profissões de serviços, ou então como professoras primárias, enfermeiras, atividades em que elas não ganham bem e nem são muito prestigiadas.

Na comparação com as alemãs, alvo de sua pesquisa, como se saem as mulheres brasileiras?

Acho que esta comparação é bem interessante porque opõe dois extremos. Lá, na Alemanha, temos um tipo de mulher que valoriza a independência, a liberdade, a autonomia. Que pode ou não se casar. Que pode ou não ter filhos - para elas, tanto faz. E aqui, no Brasil, encontramos um tipo de mulher que investe muito na parceria amorosa, nos filhos, na família. Um dado curioso é que a mulher brasileira nunca esteve tão bem, como agora, em termos de educação, de trabalho, de qualidade de vida, de ser ouvida e respeitada. Só que, apesar deste bom momento, nas minhas pesquisas entre mulheres da faixa dos 40 anos eu encontro um discurso de vitimização. É o que eu chamo de miséria subjetiva.

O que é miséria subjetiva?

O discurso dessas mulheres gira em torno de duas questões: o homem (ou a falta dele) e a decadência do corpo.O que é que essas mulheres me dizem? Primeiro, aparece um discurso que é muito típico da mulher brasileira:"Falta homem no mercado", "os homens da minha idade não querem mulheres da minha idade, querem uma mulher muito mais jovem", "quando um homem se separa, imediatamente ele se casa, enquanto, para a mulher, é muito mais difícil encontrar um parceiro que a respeite". Esse é o discurso centrado no homem. Já o discurso feminino centrado na decadência do corpo traz muito fortemente percepções do tipo "meu corpo já não é mais o mesmo", "eu me tornei invisível", "eu não me acho mais uma mulher atraente", "não sou considerada uma mulher desejável". Esses dois discursos aparecem com muita força. É um discurso de vitimização. Eu chamo este fenômeno de "miséria subjetiva" porque, se você olhar para as conquistas da mulher que pratica esse discurso, verá que ela tem dinheiro, tem independência, ela está se realizando, está bem fisicamente. Mas ela não internaliza as conquistas objetivas como um poder... Já na Alemanha, eu encontrei a mulher poderosa - subjetivamente e objetivamente.

A brasileira se sente mais infeliz do que realmente é?

Exatamente. Há um descompasso entre o poder objetivo que ela tem, e o sentimento subjetivo de miséria que ela traz. E isso é cultural, é um problema da nossa cultura, que diz para as nossas mulheres que se elas não tiverem um homem, se elas não estiverem jovens, se elas não forem sexy, se elas não forem magras, se elas não tiverem filho, elas não têm valor nenhum.

Se o corpo é um capital, como você sustenta em um de seus estudos, qual é o valor deste ativo no mundo corporativo?

É muito grande, e não só para as mulheres. E você vê este fenômeno mesmo em profissões em que o corpo não seria um grande capital, como na de professor universitário, que é a minha atividade. O corpo não seria relevante, não deveria ser, mas é. As pessoas gordas, que não pintam o cabelo, que se vestem "mal", são permanentemente desqualificadas, desrespeitadas e deixam de conseguir alunos, convites para palestrar, parcerias... E tudo por causa da aparência. Por quê? Porque aqui se associa uma pessoa que não cuida do seu corpo a uma série de adjetivos negativos: diz-se que ela é preguiçosa, é desleixada. Uma mulher que não pinta o cabelo, não faz as unhas, não se depila permanentemente, é vista no Brasil como uma pessoa que não tem higiene. Na Alemanha, uma mulher não se depila, não pinta o cabelo, não faz as unhas. É dificílimo você encontrar um cabeleireiro na Alemanha para fazer escova. Aqui, se você não tem esses procedimentos que as mulheres brasileiras acham que são mínimos, você é considerada uma pessoa sem higiene. Então, esse ativo, o corpo, não é tão visível, ele não é dito, mas ele vale. Ninguém vai te dizer "eu não te convidei porque você está gorda" ou porque "você não pinta o cabelo". Mas a pessoa não é convidada por isso.

No dia-a-dia do escritório, o corpo pode significar, ou pode custar, aquela sonhada promoção?

Isso mesmo. Tem até pesquisas nos EUA mostrando que as pessoas altas ganham mais. Que os advogados que são mais altos e mais fortes têm salário superior ao dos baixinhos e carecas. Então, não é só com a mulher. Só que isso não pode ser explicitado. É óbvio que você ser inteligente, ter ideias, publicar mais, ao menos no meu meio, é algo mais importante do que o corpo. Mas a aparência vale muito. Tenho certeza de que se eu não pintasse o cabelo, se fosse gorda, os convites para palestras ou para falar na TV diminuiriam. Ainda que as minhas ideias continuassem as mesmas...

O corpo, como capital, é um valor universal?

Não é universal. Eu diria que é muito uma tendência norte-americana e latina. Na Alemanha, as mulheres são respeitadíssimas sem pintar o cabelo, vestindo roupas largas, não usando salto alto e maquiagem. Porque elas são respeitadas pelas ideias, pela personalidade, pelo charme, pelo carisma, e não pelo corpo. Até pega mal lá você investir demais no corpo. É como se você estivesse ociosa, gastando com seu corpo um tempo em que você poderia estar fazendo coisas muito mais importantes - estudando, trabalhando. A mulher que gasta muito com roupa, que investe em botox, plástica, para ter uma aparência sexy, não é bem percebida no mercado de trabalho. São valores opostos aos daqui.Sob este viés europeu, a mulher muito vaidosa estaria desviando do foco realmente importante...Exatamente. É o oposto do que acontece por aqui. No Brasil, se você não faz botox... Eu até brinco um pouco com esta nossa realidade de culto ao corpo no meu livro mais recente, Coroas. Ali eu mostro como as pessoas reagem quando você chega aos 40 ou 50 e não faz nenhum procedimento... Elas até estranham - mesmo você sendo uma professora universitária, mesmo você sendo uma psicanalista.... É como se você fosse responsável pelo seu envelhecimento. Você não estaria fazendo tudo o que poderia fazer para congelar sua idade.

A mulher, neste caso, passa a ser vista como alguém que teria abandonado a si mesma, perdido a autoestima?

É... A mulher estaria envelhecendo. E envelhecer é um estigma. Lá, na Alemanha, quando eu mostro as imagens de nossas mulheres de 50, de 60 anos, eles vêem mulheres congeladas na etapa dos 30. Porque todas aqui parecem ter 30. Mas esse congelamento, para eles, não é algo positivo. Afina, você congela o seu corpo, mas você congela sua maturidade, você congela sua experiência, você congela o seu comportamento. Quando você congela a sua imagem em 30, você não congela só seu corpo.

As brasileiras não sabem envelhecer?

Eu acho que elas têm muito mais dificuldade para envelhecer do que em se vê em outras culturas. Nossa cultura valoriza muito um modelo de mulher jovem e, eu diria, até infantil....

Infantil em que sentido?

Infantil no sentido de ser uma mulher voltada para o olhar do outro. Voltada para o objetivo de ser validada pelo olhar masculino. Não é uma mulher voltada para ela mesma, para o objetivo de ela se dar valor. A mulher brasileira é permanentemente movida pela busca da aprovação externa de um homem.

Ela busca a aprovação externa de um homem ou, predominantemente, de outras mulheres?

Dizem isso, não é? Que a mulher faz tudo para impressionar outra mulher.

Não é verdade?

Eu não vejo isso. Eu vejo que a mulher quer a aprovação, o desejo, o olhar do homem. Ela quer se sentir desejável, ela quer se sentir sexy, ela quer se sentir seduzindo. E isso ela não quer de uma mulher, ela quer de um homem.

No ambiente de uma empresa, neste país do culto ao corpo, os atributos físicos são de algum modo usados para se avançar na carreira?

Não dá pra dizer que todas as mulheres são assim. Inclusive porque existe aquela mulher que é um trator para competir e que não se distingue do homem. Esta não está seduzindo ninguém. Está competindo, e quer ser respeitada, e quer ganhar mesmo.

Mas o perfil trator não representa a média, representa?

Pelo menos no universo de mulheres que eu pesquiso não representa a média, não. Eu não pesquiso altas executivas, grandes empresárias. Eu pesquiso camadas médias - é a professora, é a psicóloga, é a cientista social, é a pessoa que trabalha em banco. Nesse universo que eu pesquiso, a brasileira se coloca como uma mulher que seduz e que quer também privilégios por ser mulher. Então, não quer competir tão violentamente, foge da briga, usa outros meios pra conseguir as coisas.

Inclusive usando esse ativo que é o corpo?

Exatamente. E nem sempre é o corpo sexy. Pode ser, também, o corpo infantilizado, aquele corpo de menininha que não pode ser agredida, que tem que ser protegida. As mulheres... Eu não gosto de dar exemplo, mas na TV você vê muito esse modelo de ser mulher.É o discurso da fragilidade, da busca da proteção...O discurso da fragilidade, da meiguice, que é um discurso que seduz, porque você acaba tomando mais cuidado com essa mulher, porque senão você acha que vai quebrar, não é? Então você vê aquele trator, mas você também vê essa mulher mais frágil, mais delicada, que eu não vi na Alemanha.

Está-se comparando mulheres da mesma condição social?

Sim, mulheres da mesma condição social. As mulheres alemãs são muito fortes, muito "poderosas". Elas não gostam do modelinho frágil. Não combina com a mulher alemã.

Esta avaliação se aplica ao plano político? O Brasil está tão preparado para governantes como Dilma Rousseff e Yeda Crusius quanto a Alemanhã para líderes como Angela Merkel?

Eu acho que a situação é muito diferente. É óbvio que a Angela Merkel também sofre discriminações. Como ocorre em qualquer lugar do mundo. Mas na Alemanha você tem uma cultura mais igualitária entre homens e mulheres. Porque lá, durante a guerra, enquanto os homens combatiam, as mulheres assumiram todas as posições masculinas. As mulheres não precisavam dos homens. Então você tem já tem uma história de p elo menos 60 anos de mulheres assumindo atividades masculinas.

Mesmo depois da guerra?

Sim, mesmo depois da guerra. Quando os homens voltaram, criou-se um problema, porque elas não queriam abrir mão daquelas atividades que tiveram de assumir enquanto eles estavam fora. Você vê que na Alemanha Oriental, hoje, me parece que 30% dos homens ficam em casa, cuidando dois filhos, e as mulheres vão trabalhar. Elas não querem aceitam ficar em casa cuidando dos filhos, elas querem trabalhar. O resultado, lá, é a existência de uma cultura mais igualitária, de mulheres que já não precisam provar nada. Aqui nós temos que provar permanentemente que podemos. Então é óbvio que o fato de ser mulher acrescenta um problema. Os homens também têm que ser competentes e tal, e também são questionados, mas a mulher tem que provar o tempo todo que pode... Ela não é vista como uma igual. Ela tem que provar que é uma igual. E tudo isso com outros agravantes, aqui no Brasil. Porque a Dilma teve que fazer plástica. A Yeda eu não sei. A Marta Suplicy fez quantas plásticas? A Dona Marisa fez quantas plásticas?Na lógica do marketing político, uma plástica pode melhorar a imagem da candidatura... O marketing político investe uma enormidade na aparência. Eu não sei se as candidatura delas ficariam comprometidas caso não fizessem plástica. Mas a expectativa é de que façam. Nesse ambiente, a gente acaba cedendo. E quando a gente cede, acaba reforçando a cultura do corpo. Então eu acho que aqui é mais complicado. Houve até uma pesquisa em que a primeira pergunta era "por que você votaria numa mulher? Quais os requisitos?". E os homens disseram: em primeiro lugar, ela tem que ser bonita. Claro, a Marina não fez esta concessão (cirurgia plástica), a Heloísa Helena não fez.... Mas é muito complicado, no Brasil, porque aqui a gente tem que provar o tempo todo nosso valor.O valor do corpo...O corpo é um capital. Se a gente não tiver esse corpo, nós temos mais dificuldade no mercado de trabalho. Não só no mercado de trabalho, no mercado afetivo, no mercado sexual, no mercado de amizades. E nós temos que investir, ainda, na família. Não podemos abrir mão disso, porque, senão há um problema, há um fracasso, há um estigma. Uma mulher que não tem um homem e vai entrar na política, a primeira coisa que se vai dizer a seu respeito é "Ah, mas qual é o problema dela?"....Se é solteira, há um problema.Se é solteira, as pessoas perguntam: por quê? Qual o problema? A mesma coisa aconteceu com o Kassab (Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, reeleito em 2008), não é? Na campanha, se invocou o estado civil dele. Quer dizer, se fosse casado e tivesse filhos, acabou o problema, acabou o questionamento... Aqui no Brasil é assim: quando você não tem uma família constituída, filhos, você é visto como um ser anormal, totalmente fora do desejável. Ainda não é vista como uma escolha legítima a opção de não se casar e de não ter filhos. Em outras culturas é legítimo, até desejável. Tanto é que o governo alemão, e agora até o italiano, dão dinheiro para as mulheres que têm filhos. Dão uma mesada para uma mulher que tem filhos.Nas últimas décadas teve início uma verdadeira ocupação feminina nos escritórios. Nos mais diferentes setores profissionais, a mulher se tornou maioria, inclusive rompendo tabus, como na atividade policial. As suas pesquisas e observações indicam que este fenômeno vai-se manter, se acentuar ou se inverter nos próximos anos? Se olharmos para as últimas décadas, veremos que este avanço das mulheres foi maior em profissões com salários cada vez menores e com menos prestígio material. O jornalismo, por exemplo, era uma profissão completamente masculina e hoje é uma profissão muito feminina. Mas veja a desvalorização da profissão e do salário dos jornalistas. Então, as mulheres começaram a ocupar profissões que os homens não queriam: professora primária, enfermeira, psicóloga... Todas profissões muito associadas ao próprio trabalho da mulher dentro de casa. A entrada da mulher no mercado de trabalho foi por aí. Depois ela foi entrando em profissões que estão sendo desprestigiadas em termos salariais como, por exemplo, o jornalismo, além de atividades como a bancária, por exemplo. A mulher ocupou não somente postos de trabalho em que ela ganha menos que o homem como profissões em que se ganha menos.

E o que dizer da presença das mulheres em profissões bem remuneradas?

As mulheres ainda estão muito pouco inseridas em profissões de alto prestígio. Você poderia citar modelos, atrizes, apresentadoras de TV, em que corpo é mesmo um capital, e profissões em que se ganha bem. Mas são poucas as profissões em que a mulher ganha mais do que o homem. Quando acontece, é em atividades voltadas para o corpo, como modelo. Eu diria, então, que nós estamos muito longe, ainda, de ocupar posições de poder e de prestígio. Acredito, sim, que o caminho é esse. Mas desde que a mulher faça mais escolhas, e abra mão até de alguns papéis que ela valoriza muito. Porque quando a brasileira começar a dizer "eu quero, sim, ser diretora executiva da empresa tal", ela vai ter que fazer uma escolha diferente do que ela faz hoje.

Como assim?

É interessante notar que, em Medicina, as mulheres entram na faculdade com média superior à dos homens; durante toda faculdade elas têm médias superiores; e quando elas vão escolher a profissão, o homem escolhe ser um neurocirurgião e a mulher escolhe pediatria, dermatologia, anestesia. Então, eu acho que as escolhas da mulher ainda são muito em função dos outros papéis que ela quer conciliar, e aí isso tem um custo muito alto pra carreira dela. Então ela opta pela pediatria porque vai ter um horário mais tranqüilo, é um ramo menos competitivo, que não exigirá dela comparecer a tantos congressos nem fazer três pós-graduações...

Aquela obsessão de conciliar a profissão com papéis de mãe, esposa, dona-de-casa...

É. A nossa cultura faz com que a mulher veja um problema em abrir mão de outros papéis para realizar o sonho de ser, por exemplo, a neurocirurgiã número 1 do Brasil...Já os homens podem ser tudo o que quiserem. Não precisam abrir mão de nada. Afinal, eles têm apoio dentro de casa. Então, eu acho que, enquanto o valor da família, do casamento, dos filhos, for tão fundamental para todas as mulheres - e isso é imposto culturalmente -, só raras exceções, entre elas, vão chegar lá, profissionalmente. Mas será que elas querem chegara lá? Eu acho que não. E isso eu vejo entre as jovens. Sou professora de meninas de 20 a 25 anos. Elas não parecem dispostas a abrir mão de ter filhos, não vão abrir mão de se casar, de ter família. Como vão chegar lá?

Você também desenvolveu estudos sobre infidelidade.

Meu livro, meu primeiro livro sobre esse tema se chama "A Outra". E dois anos atrás eu publiquei um livro chamado Infiel. Depois de 20 anos de pesquisas, eu criei um conceito que chamo de capital marital. Já que você está querendo falar de ativos, vamos lá. Eu, comparando as brasileiras na faixa de 50 anos com as alemãs da mesma faixa etária, vi que na Alemanha elas não falam de homens. Já do lado de cá, no Brasil, percebi que as mulheres aparentemente mais satisfeitas e mais felizes são aquelas que têm um marido, pois o mercado de maridos é escasso nesta faixa etária. Também notei que estas mulheres mais felizes, daqui, reportam que o marido é totalmente dependente delas. Eles ligam várias vezes por dia, não sabem fazer uma massa, não sabem encontrar nada dentro de casa. E na maioria das vezes o marido é o principal provedor dentro de casa. Ele ganha muito mais do que ela. Então, elas sem sentem duplamente poderosas: porque têm um marido, num mercado escasso, e porque eles dependem totalmente delas. Daí minha conclusão de que, no Brasil, o corpo é um capital, mas é um capital mas o marido é um capital mais valioso ainda.

Marido vale mais do que um belo corpo, mesmo?

Vale. Por quê? Porque mesmo as gordinhas que eu pesquisei se diziam felizes porque estavam com um marido há 30 anos... E, por outro lado, as m ulheres mais bonitas, mais jovens, mais bem-sucedidas que eu ouvi, me diziam ter inveja de outras mulheres nem tão bonitas ou bem empregadas porque não tinham um marido. Não tinham esse capital. Lamentavam, dizendo "eu nunca vou ter uma relação de 30 anos, porque já estou com 50".

E como fica a mulher que não tem o "capital marital"?

Percebi, nas minhas pesquisas, que quando uma mulher não tem o marido, que é o desejo mais profundo em todas as entrevistadas, ela atribui valor ao fato de ter um homem. Se ela não tem o capital marital, o amante também é um valor. Porque a pior coisa para uma mulher nessa faixa etária é não ter um homem. É a pior situação. Mas se ela tem um homem ... ela o considera fiel, porque é todo seu, e só está com a outra, com a esposa, por obrigação e por acomodação.Ela acredita que ele não tem relação sexual com a esposa, que ele não ama a esposa. Então, numa cultura em que ter um homem é um valor tão fundamental, para a mulher brasileira se sentir valorizada até um amante é um capital.E ela E ela constrói o mesmo tipo de discurso da esposa. "Ele é dependente de mim, ele precisa de mim, eu sou a relação mais importante da vida dele." Então, esposas e amantes nesse ponto são muito parecidas.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Goodbye


Did I disappoint you or let you down?
Should I be feeling guilty or let the judges frown?
'Cause you saw the end before we'd begun,
Yes I saw you were blinded and I knew you had won.
So I took what's mine by eternal right.
Took your soul out into the night.
It may be over but it won't stop there,
I am here for you if you'd only care.
You touched my heart you touched my soul.
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your hand.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you.
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.
I am a dreamer but when I wake,
You can't break my spirit - it's my dreams you take.
And as you move on, remember me,
Remember us and all we used to be
I've seen you cry, I've seen you smile.
I've watched you sleeping for a while.
I'd be the mother of your child.
I'd spend a lifetime with you.
I know your fears and you know mine.
We've had our doubts but now we're fine,
And I love you, I swear that's true.
Now I must live without you.
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.
And I still hold your hand in mine.
In mine when I'm asleep.
And she will tear out my soul tomorrow,
When she’s kneeling at your feet.
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.
I'm so hollow, baby, I'm so hollow.
I'm so, I'm so, I'm so hollow.

Últimas aquisições...





Últimas comprinhas antes da viagem...sacaram a negritude?Pois é,só tem uma branquinha no meio das negras rsrs,é a minha nova mania agora de só colecionar dolls negras rs.Ok,na minha lista de dolls a serem compradas ainda este ano(que por sinal já é a terceira listinha que faço)tem algumas poucas branquelinhas,mas todas lindissimas.Tô super feliz com minhas novas magrelinhas e doida pra brincar muito com elas ;0)
Ahhh,antes que me vá...estou em negociação pra obter a Tarina Tarantino...tomara que eu consiga:0)

Funhouse...


I dance around this empty houseTear us down
Throw you out Screaming down the halls Spinning all around and now we fall

Pictures framing up the past
Your taunting smirk behind the glass
This museum full of ash
Once a tickle
Now a rash
This used to be a funhouse But now it's full of evil clowns It's time to start the countdown I'm gonna burn it down down down I'm gonna burn it down
9, 8, 7, 6 5 4, 3, 2, 1, fun
Echoes knocking on locked doors All the laughter from before I'd rather live out on the street Than in this haunted memory
I've called the movers Called the maids We'll try to exorcise this place Drag my mattress to the yard Crumble tumble house of cards
This used to be a funhouse But now it's full of evil clowns It's time to start the countdown I'm gonna burn it down down down I'm gonna burn it down
This used to be a funhouse But now it's full of evil clowns It's time to start the countdown I'm gonna burn it down down down I'm gonna burn it down
9, 8, 7, 6 5 4, 3, 2, 1, fun Oh, I'm crawling through the darkest home My key don't fit my life no more
I'll change the drapes I'll break the plates I'll find a new place Burn this fucker down
This used to be a funhouse But now it's full of evil clowns It's time to start the countdown I'm gonna burn it down down down I'm gonna burn it down This used to be a funhouse But now it's full of evil clowns It's time to start the countdown I'm gonna burn it down down down I'm gonna burn it down ...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

STARS

...I wish Upon a Star,
To find out where you are.
I wish upon a Dream,
To find out what you mean.
And I wish upon the Rainbows,
That I see..
Hoping they'll soon bring you to me...

2a Convenção de Colecionadores de Barbies



Queria muuuuuuuito ter ido nessa tão famosa e falada convenção...mas infelizmente,além de morar muito longe da capital São Paulo,eu só vim a saber da convenção já depois de ter acontecido rsrs,caso contrario bem que eu daria um jeitinho de ir até lá rs.As fotos postadas aqui são de autoria do meu amigo Vítor Buena;eu "catei"algumas das fotinhas do album dele no orkut rs e postei aqui para que todos possam vêr um pouquinho do que foi e como é uma convenção de colecionadores de Barbies.Tenho amigos colecionadores que foram,Flávia Nóbrega,Gui Toy,Vitinho...e todos contaram todos os babados que rolaram por lá rs.Os dois fofos que aparecem nas fotos são os meu queridissimos Gui e Vitinho.Além das maravilhosas dolls que estavam lá em exposição,quem foi teve o prazer e o previlegio de terem ganhado pequenos e graciosos mimos,entre eles uma Barbie Amazonia lindissima.Enjoy It!!!:0)