quinta-feira, 4 de junho de 2026

Existe uma dor que não tem velório, não tem flores, não tem ninguém dizendo sinto muito. É a dor de despedir-se de alguém que ainda respira, ainda atende o telefone, ainda existe do outro lado da linha. E talvez seja por isso que ela machuque tanto: porque o mundo não a reconhece como luto, mas o seu peito sabe que é.Você pode amar à distância. Você pode desejar o bem de longe. O afastamento que nasce da exaustão, e não do ódio, não é abandono, é preservação. É a alma dizendo que também merece cuidado.A psicologia chama de luto antecipatório essa despedida de uma relação que segue viva no corpo, mas já morreu na expectativa. E há uma sabedoria silenciosa em finalmente admitir: eu fiz a minha parte por tempo demais.Você não cortou um laço...você devolveu um peso. E quem solta as mãos cansadas, finalmente, consegue abraçar a si mesma.Precisamos saber e reconhecer quem nos quer verdadeiramente na vida deles!

 


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